quarta-feira, 3 de maio de 2017

Segurança: Proposta de criação do Bope em Pernambuco gera discussão em Plenário

O projeto de lei do Governo do Estado de instituir, em Pernambuco, um Batalhão de Operações Policiais Especiais, foi questionado por deputados da Oposição na Reunião Plenária dessa terça (03). A matéria foi distribuída na Comissão de Justiça pela manhã, e tramita em regime de urgência. O deputado Edilson Silva, do PSOL, criticou a pressa e questionou se vai haver tempo hábil para discutir a proposta com a categoria e a sociedade. Ele também se disse preocupado, uma vez que o projeto ainda inclui gratificações aos integrantes do Bope e de outras funções de elite da Polícia Militar. “A impressão que eu tenho, e quero estar errado, é que o governo está criando uma espécie de ‘Escola de Referência’ na Polícia Militar. Onde você tem um grupamento de policiais que recebe mais, que tem um tratamento diferenciado, e você cria dentro da tropa uma espécie de competição interna para ver quem é que vai ter acesso a isso”.

Joel da Harpa, do PTN, concordou sobre a questão das gratificações. “Então que o Governo do Estado crie uma gratificação para o policial que está embaixo. Que não seja a mesma gratificação para o policial do Bope, mas que possa atender à expectativa do policial.” Ele disse que vai se reunir com a categoria na tarde desta quarta-feira para tratar do projeto e da Ação Direta de Inconstitucionalidade que tramita no Tribunal de Justiça contra o projeto de reajuste aprovado na Alepe.

O líder do Governo, Isaltino Nascimento, do PSB, explicou que apenas 510 policiais, de um universo de 21 mil, deverão atuar no Bope, e somente em situações excepcionais. Por essa razão, não deve haver crise interna entre os profissionais. Sobre as gratificações, ele ressaltou que a proposta pretende apenas formalizar, em lei, as diárias informais que já existem como estímulo para o trabalho, mas que têm sido questionadas pelos órgãos de fiscalização. O parlamentar também se colocou à disposição para esclarecer outras dúvidas. “Nós, de fato, teremos esse tempo de cinco sessões ordinárias para que o projeto seja apreciado, e apresentadas ideias, sugestões por qualquer um dos parlamentares aqui da Casa, e teremos tempo suficiente para incorporarmos aquilo que forem sugestões que visem a melhorar a proposta.”

O parlamentar recebeu apoio do deputado Rodrigo Novaes, do PSD, e da deputada Terezinha Nunes, do PSDB.

Assessoria
 
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