segunda-feira, 30 de março de 2015

Goiana: Presidente da Colônia de Pescadores denuncia novo crime ambiental no Rio Goiana


A Colônia de Pescadores do Baldo do Rio denunciou ao Blog do Anderson Pereira e a GoianaTV, a ação de despejo de poluentes no Rio Goiana, em Goiana, na Mata Norte de Pernambuco. Segundo o presidente da Colônia, André Nogueira, desde janeiro deste ano cardumes e moluscos não estão sendo encontrados mais nas águas do Rio. Ele denuncia ainda que a água está com coloração diferente, escurecida e há também uma espuma, característica de águas com baixo teor de oxigênio. A Colônia de Pescadores diz que dejetos químicos estariam sendo jogados nas águas do rio pela fábrica de papelão Klabin, localizada no município.

Próximo da fábrica, em meio ao canavial, é possível ver uma mancha diferenciada na coloração da água, possivelmente provocada pela poluição ambiental. Pescadores reclamam que estão há cerca de três meses sem ter pesca para alimentar às 110 famílias que dependem do Rio.

"A Klabin fala tanto de segurança ambiental, mas vem provocando uma grande destruição ambiental no nosso rio, afetando mais de 100 pescadores de Goiana. A fábrica não está fazendo o tratamento direito e a água está contaminada. A assistente ambiental da fábrica ainda colocou uma rede no percurso do rio pra não vazar o resíduo químico, mas isso não serve. O derramamento da celulose do papel está matando tudo no rio. Até o prefeito Fred Gadelha decretou estado de calamidade pública para a pesca", contou o presidente da Colônia de Pescadores, André Nogueira.

De acordo com André, a nova denúncia já foi encaminhada à Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma) e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), através da Secretaria de Agricultura, Pesca e Meio Ambiente de Goiana.

''A situação está caótica. Desde janeiro que sofremos com isso. Nós que vivemos no meio ambiente, vemos tudo sendo destruído por falta de responsabilidade dessas empresas e da falta de fiscalização do poder público. Além de prejudicar o meio ambiente e a economia, a água está exalando um mau cheiro forte’’, disse André.

Os órgãos ambientais ainda não divulgaram dados sobre os impactos ambientais que o rio sofreu após o despejo das substâncias químicas.

Confira abaixo as imagens e a entrevista do local.




















2 Comentários:

Jadilson Chaves disse...

Cadê as autoridades para tomar as devidas providências, isso não pode ficar barato, é vergonhoso para uma empresa conceituada como a Klabin agredir o meio ambiente desta maneira.

Liberdade de expressão! disse...

A certeza da impunidade é que faz com que a Klabin cometa esse crime ambiental. Mas já estamos acostumados com essa hipocrisia de Empresa que cuida do ambiente, sustentabilidade etc...... Com a palavra os responsáveis pela monitoração biológica da Klabin.

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