segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Hanseníase: Data alerta para essa doença silenciosa que atinge cerca de 25 mil brasileiros por ano

No último domingo de janeiro é celebrado o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase. Silenciosa e ainda cercada de preconceitos, a doença coloca o Brasil na nada cobiçada vice-liderança de casos registrados anualmente no mundo, atrás apenas da Índia. São cerca de 25 mil registros por ano, segundo o Ministério da Saúde. No mundo, a média é de 2,9 casos por 100 mil habitantes, enquanto no Brasil a taxa é de 12,2/100 mil.

Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenha registrado uma redução dos casos da doença no mundo, saindo de mais de cinco milhões de casos para 500 mil entre 1985 e 2005, a hanseníase enfrenta dificuldades para ser diagnosticada e, por esse motivo, ainda pode gerar subnotificação. Estima-se que haja cerca de quatro a cinco vezes mais doentes do que notificações no Brasil.

A hanseníase é uma doença bacteriana, causada pelo bacilo de Hansen, que infecta o ser humano por meio das vias respiratórias, afetando sobretudo a pele e os nervos periféricos, atingindo outros órgãos somente em casos raros.

A Hanseníase pode provocar graves incapacidades físicas se o diagnóstico demorar ou se o tratamento for inadequado. Os primeiros sinais da hanseníase são manchas claras, róseas ou avermelhadas no corpo, que ficam dormentes e sem sensibilidade ao calor, frio ou toque. Podem aparecer placas, caroços e/ou inchaços. Quando afeta os nervos, pode causar formigamento, sensação de choque, dormência e queimaduras nas mãos e pés por falta de sensibilidade, além de falta de força e problemas nos olhos.

O atendimento da Hanseníase compreende equipe multiprofissional, tendo o médico dermatologista um importante papel no diagnóstico, e envolve a avaliação clínica do paciente, com aplicação de testes de sensibilidade, palpação de nervos, avaliação da força motora etc. Se o dermatologista desconfiar de alguma mancha ou caroço no corpo do paciente, poderá fazer uma biópsia da área ou pedir um exame laboratorial para medir a quantidade de bacilos.


Uma dica importante é convencer os familiares e pessoas próximas a um paciente a procurarem uma Unidade Básica de Saúde para avaliação, quando for diagnosticado um caso de Hanseníase na família. Dessa forma, a doença não será transmitida nem pela família, nem pelos parentes próximos e amigos.

 
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