02 outubro 2012

Concurso: Banco Central do Brasil solicita 1.850 vagas para técnico, analista e procurador

Em entrevista à Folha Dirigida após ministrar sua palestra na 3ª Feira da Carreira Pública e Mercado de Trabalho do Rio de Janeiro, o chefe-adjunto do Departamento de Gestão de Pessoas do Banco Central (BC), Delor Moreira dos Santos, deu a notícia que todos os interessados em ingressar ns autarquia esperavam. "Entregamos um aviso do ministro Tombini (Alexandre Tombini, presidente do BC)  à ministra Belchior (Miriam Belchior, do Planejamento) solicitando a autorização para a realização de concurso público para os cargos de analista, técnico e procurador do Banco Central."

E o quantitativo solicitado surpreendeu aqueles que aguardam a oportunidade: foram pedidas 1.850 vagas, sendo 400 para técnico (de nível médio), 1.330 para analista (nível superior) e 120 para procurador (bacharelado em Direito).

Os números são maiores do que os que vinham sendo anunciados pelo BC, possibilidade antecipada pela Folha Dirigida no mês passado, pelo fato de se tratar de um pedido para o biênio 2013-2014. Serão chances para conquistar a estabilidade proporcionada pelo regime estatutário, além de remuneração de R$5.221,28 (técnico), R$13.264,77 (analista) ou R$15.274,60 (procurador), incluindo auxílio-alimentação de R$304.

Autorização este ano e edital até março de 2013
Delor afirmou que a intenção é publicar o edital, no máximo, três meses após a autorização do Ministério do Planejamento, cuja expectativa é que seja concedida ainda este ano. Segundo fonte na direção do banco, já há um acerto entre BC e Planejamento para que a permissão seja dada ainda em 2012. "Se tudo ocorrer conforme imaginamos, em fevereiro ou março do próximo ano estaremos publicando os editais", projetou ele, explicando que deverá ser um edital para cada cargo.

O chefe adjunto do Depes explicou que ainda está trabalhando para que o concurso seja regionalizado, mas que ainda não há definição com relação a isso. "Eu estou advogando por isso. Mas não há nada certo. Com um concurso regionalizado, iremos conseguir aprovar realmente quem queira trabalhar em uma determinada região", disse Delor, argumentando que foi alto o índice de aprovados no último concurso (aberto em 2009) que pediram transferência para locais distintos da lotação inicial.

O dirigente, que já havia relacionado Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Belém como localidades que certamente contarão com vagas sendo oferecidas no concurso, demonstrou otimismo quanto ao aproveitamento de aprovados também nas outras seis capitais onde o BC está presente: Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife e Fortaleza. "Estou convicto de que vamos colocar servidores em todas as dez praças", destacou.

"90% dos programas serão mantidos"
Tanto para técnico quanto para analista e para procurador, o BC realizou concurso pela última vez em 2009. E segundo o chefe do Departamento de Gestão de Pessoas do banco (Depes), os programas daquelas seleções não deverão ter grandes mudanças, servindo assim de base para aqueles que desejam iniciar os estudos o quanto antes. "Eu diria que 90% do que está ali será apenas atualizado e aproveitado no próximo concurso", apontou Delor Moreira.

Na seleção anterior, o programa de técnico abrangeu Língua Portuguesa, Noções de Direito Constitucional e Administrativo, Atualidades,  Raciocínio Lógico-Quantitativo e Conhecimentos Específicos. Já dos candidatos a analista, foram cobrados conhecimentos de  Língua Portuguesa, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Sistema Financeiro Nacional, Economia (Macroeconomia e Microeconomia), Raciocínio Lógico-Quantitativo,  Língua Inglesa e Conhecimentos Específicos.

O conteúdo programático para procurador, por sua vez, compreendeu os direitos Constitucional, Administrativo, Econômico, Financeiro e Tributário, Civil, Processual Civil, Empresarial, Internacional Público e Privado, Penal, Processual Penal, do Trabalho e Processual do Trabalho e Previdenciário. Com relação às etapas, para técnico e analista houve provas objetivas, prova discursiva (apenas para analista), avaliação de títulos (dependendo da área de atuação), sindicância de vida pregressa e programa de capacitação. No caso de procurador, os candidatos foram submetidos a provas objetiva, discursivas (três) e oral, e ainda à avaliação de títulos e ao programa de capacitação.

Folha Dirigida
 
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