quarta-feira, 15 de abril de 2015

Economia: Grupo de fornecedores da Fiat Chrysler garante que mais da metade dos carros fabricados em Goiana serão nacionalizados


Além disso, a meta é, até 2016, fazer com que o número de funcionários chegue a 5 mil

Implantar uma montadora em um Estado onde não havia qualquer indústria semelhante é uma missão robusta. Mas a proximidade da inauguração oficial – no dia 28 deste mês – mostra que a Jeep já contornou boa parte das dificuldades inerentes a esse contexto. Agora, ela e as 16 empresas que compõem seu parque de fornecedores vão focar esforços para o que pode ser um de seus maiores desafios: achar gente para chegar à multidão de 10 mil empregados que vão fazer a fábrica girar a pleno vapor até 2017.

Recentemente, Pernambuco só viu números maiores que esse no auge da construção da Refinaria Abreu e Lima, que abrigou cerca de 40 mil operários. Mas o que acontece em Goiana e entorno, na Mata Norte, tem características bem diferentes. O parque da Jeep terá 10 mil pessoas trabalhando diretamente na operação, enquanto a refinaria – se for terminada – terá 1.500. Comparações à parte, a Jeep reuniu ontem representantes de seus 16 parceiros na primeira visita da imprensa ao Parque de Fornecedores. Entre as informações apresentadas, está o andamento das contratações: já são 2.300 pessoas, 79% do Nordeste. Somados aos da própria Jeep, são quase cinco mil contratados atualmente. Número que vai dobrar no funcionamento pleno da produção.
Um dos destaques do parque é a Lear. O vice-presidente de Vendas, Tiago Pagotto, não revela valores, mas assegura que o investimento em Pernambuco é o maior este ano entre as 250 unidades em 36 países. Hoje eles têm 700 operários, querem fechar 1.100 até o fim do ano e chegar a 1.400 para manter a Jeep abastecida em seu pico de produção. Do quadro funcional hoje, mais da metade é formado por mulheres e 50% são da área de costura. Para conseguir que essas pessoas entrassem nos padrões que a Lear precisa, foi necessário um ano de planejamento. Recrutadores de São Paulo e Minas vieram para a seleção, profissionais de outros países vieram para ensinar as técnicas e muitas contratadas foram treinar no México e na Itália. E a busca continua. A empresa vai a escolas, faz anúncios publicitários nas cidades e mantém o e-mail selecaogoiana@lear.com aberto a currículos. Entre os desafios, está convencer pessoas que não têm qualquer experiência em costura e homens a entrarem na produção. “No caso dos homens, precisamos especialmente no couro, que exige mais força no manuseio”, pontua o gerente da Planta de Goiana, Luciano Caldeira.

A Magneti Marelli vai concentrar o maior volume de contratações. Hoje, a companhia emprega cerca de mil pessoas dentro do Parque de Fornecedores e pretende ter três mil trabalhadores até 2017. Como não há referência local na linha de produção de itens automotivos, é preciso treinar o pessoal “do zero”, com dois a seis meses de formação. A seleção continua sendo feita através de recrutadores e de currículos que podem ser enviados para o e-mail selecao.pernambuco@magnetimarelli.com.
Em empresas como a Pirelli, que não terão fabricação local, há menos necessidade de mão de obra. Mas não menos escassez, mesmo com a ajuda de instituições como o Senai. “É especialmente difícil quando se fala de mecânica e eletrônica”, conta o diretor Industrial Brasil da Pirelli, Paulo Augusto de Freitas. São 25 colaboradores em Pernambuco e esse número deve dobrar nos próximos anos.

Os contatos de seleção de pessoal das fornecedoras podem ser vistos no caderno especial Como trabalhar na Fiat, veiculado pelo JC no ano passado. A Jeep alimenta seu banco de currículos pelo site www.vagas.com.br/fiatpernambuco.

JcOnline

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