quarta-feira, 21 de março de 2018

Brasil: Doméstica acusada de estuprar adolescente diz que não fez nada de errado

Polícia Civil precisou mapear lugar de difícil acesso em Santos (SP) durante um mês para localizar Elaine, que já havia sido condenada pelo crime.

A empregada doméstica que foi presa após ser condenada por estuprar um estudante de 14 anos tentou despistar a polícia ao se mudar repentinamente de casa em Santos, no litoral de São Paulo. Ao ser encontrada, ela alegou inocência e, aos policiais, disse que não fez nada de errado.

Elaine Cristina dos Anjos Barros foi localizada na segunda-feira (19) após ser considerada foragida desde novembro de 2017. Na ocasião, ela foi condenada a oito anos de prisão por ter estuprado um adolescente que morava em uma casa vizinha. O caso foi investigado pela Polícia Civil.

Segundo informações da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Elaine continuava vivendo no Morro São Bento, mas, após saber que havia sido condenada, se mudou para uma região de difícil acesso onde não era conhecida. Foi necessário ao menos um mês de buscas para encontrá-la.

A DIG ainda informou que a doméstica, ao ser presa, por ordem do mandado judicial, alegou "inocência" e afirmou não ter feito nada de errado. Em depoimento, ela também se recusou a comentar sobre o crime cometido contra o adolescente.

O crime
Segundo informações da Polícia Civil, na época do crime, a vítima era estudante e morava com a mãe em uma casa vizinha à da empregada, então com 28 anos. Em depoimento, o adolescente afirmou que por duas vezes esteve na residência de Elaine, em um intervalo de duas semanas, quando ocorreram os abusos.

Foi a mãe do estudante quem o acompanhou, após o ocorrido, até a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para relatar os fatos. O jovem disse que, na primeira visita, Elaine levantou a blusa e pediu para ele tocá-la nos seios. Depois, ambos mantiveram relação sexual sem preservativo.

O caso foi encaminhado à Justiça, que entendeu pela condenação da empregada doméstica. No segundo semestre de 2017, o Tribunal de Justiça confirmou a decisão já estabelecida pela 4ª Vara Civil de Santos, determinando a prisão de Elaine, que acabou localizada quatro meses depois.

 
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