terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Política: Governo de Eduardo tem aprovação de 80% dos pernambucanos

Pesquisa do Instituto Exatta em parceria com a Folha de Pernambuco aponta satisfação com administração estadual

Com um projeto presidencial engatilhado para o próximo ano, o governador Eduardo Campos (PSB) contará com uma forte vitrine para suas pretensões eleitorais no Estado. Isso porque o socialista permanece com altos índices de aprovação do seu governo entre a população de Pernambuco. Prestes a deixar o comando do Executivo estadual, provavelmente no prazo final de desincompatibilização, em abril, a administração do gestor conta com a aprovação de 80% dos pernambucanos contra 15% que desaprovam, segundo dados da nova pesquisa do Instituto Exatta, realizada em parceria com a Folha de Pernambuco. Já 5% dos consultados não souberam responder.
Entre as faixas etárias, o governo socialista alcança os melhores índices entre as pessoas com mais de 60 anos, pois 85% aprovam, enquanto 11% desaprovam e o restante não soube responder. Os adultos, com idade entre 35 e 44 anos, são os que representam a menor taxa de aprovação, mas, mesmo assim, a avaliação permanece alta. Neste público, 77% consideram a gestão positiva, contra 16% que não aprovam e 7% que não possuem opinião formada. A tendência é a mesma entre os entrevistados de 44 a 59, onde 78% aprovam e 17% desaprovam.

Entre os pernambucanos mais jovens, de 16 a 24 anos, a avaliação positiva do gestor atinge 81%, contra 14% que possuem uma visão negativa e 5% que não souberam responder. No campo entre 25 e 34 anos, 80% têm uma visão otimista. Em relação ao grau de instrução dos pesquisados, a população com o curso superior incompleto é a que mais aprova o governo de Eduardo Campos. Neste grupo, 83% estão satisfeitos, contra 11% que desaprovam.

Os pesquisados que não concluíram a alfabetização são os mais críticos: 75% aprovam e 19% não se mostram satisfeitos com a administração. Já 82% dos pernambucanos que têm o 1° grau incompleto aprovam o governo e 14% desaprovam. Para os que possuem o 2° grau incompleto, o governo tem 80% de aprovação e 15% de desaprovação. Entre os gêneros, a tendência dos números é a mesma, já que 80% dos entrevistados dos sexos masculino e feminino são favoráveis na análise do desempenho da administração socialista. A taxa de desaprovação tem uma variação de 16% entre os homens e 14% entre as mulheres, enquanto 4% dos pesquisados do sexo masculino não souberam responder, assim como 6% das mulheres.

Metodologia

A pesquisa do Instituto Exatta foi realizada entre os dias 26 a 28 de dezembro, deste ano, com duas mil entrevistas em todo o território pernambucano. A margem de erro máxima nos resultados é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O grau de confiança é de 95%. A amostragem foi estratificada com base nos dados censitários mais recentes oferecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O perfil da amostra é de 47% dos pesquisados do sexo masculino contra 53% do gênero feminino.
69% estão satisfeitos com a vida

Apesar da onda de protestos que ocorreu no País, em junho deste ano, questionando a qualidade de vida da população brasileira, os pernambucanos se mostram otimistas. Segundo os dados da pesquisa Exatta, 69% dos entrevistados estão satisfeitos com a vida que levam, enquanto 14% se mostram insatisfeitos. Entre os que demonstram uma posição mais extrema, 5% se revelam muito satisfeitos e 1% muito insatisfeitos. Já 11% não se definem nem como satisfeitos ou insatisfeitos. Entre os gêneros, 70% dos homens se consideram satisfeitos, enquanto 67% das mulheres responderam positivamente. Entre os insatisfeitos, 14% dos homens se apresentam desta forma e 15% das mulheres. Já 6% dos pesquisados do sexo masculino e 5% do feminino estão muito satisfeitos, 10% dos homens e 12% das mulheres se mostram imparciais e apenas 1% dos dois campos está muito insatisfeito.

A amostragem ainda apresenta um quadro onde os jovens são os mais satisfeitos com a vida que levam atualmente. Dos consultados, 73% da população entre 16 e 24 anos demonstra estar contente. Os adultos com idades entre 45 e 59 anos formam o grupo com o número de satisfeitos mais baixo, 66%. Entre a população com mais de 60 anos, 67% está satisfeita, enquanto 68% das pessoas que têm de 35 a 44 anos e 70% entre 25 e 34 anos.

Os entrevistados com o 1° grau incompleto, 70% se mostraram mais contentes com as suas condições de vida, contra 15% de insatisfeitos e 9% que se mostraram nem satisfeitos ou insatisfeitos.
Estudo mostra futuro otimista

Se a maioria dos pernambucanos se mostra satisfeita em relação à qualidade de vida que leva atualmente, a perspectiva em relação ao futuro se revela ainda mais otimista. Os números da pesquisa do Instituto Exatta pontam que 83% da população do Estado acredita que irá melhorar suas condições, enquanto 9% acredita que ela permanecerá estável e 5% avalia que irá piorar. Já 3% dos pesquisados não souberam responder. Os mais jovem são os mais otimistas, com 92% acreditando que suas condições tendem a ser melhores no futuro, e apenas 3% acham que irá piorar. A população idosa com mais de 60 anos é um pouco menos otimista, com 71% avaliando que a vida irá melhorar e 6% considerando que as condições de vida tendem a decair. Na faixa etária entre 25 e 34 anos, 88% dos pesquisados se mostram confiantes em relação ao futuro, 81% dos adultos com idade de 35 a 44 anos e 80% de 45 a 59 anos.

De acordo com o grau de instrução dos entrevistados, 87% de quem tem o 2° grau incompleto esperam melhoras, contra apenas 4% que acreditam numa situação pior no futuro. Entre os demais consultados, o número de otimistas é de 85% entre os entrevistados com superior incompleto, 83% com 1° grau incompleto e 73% entre os analfabetos. Já 8% dos consultados que não concluíram o ensino superior acreditam que a situação tende piorar, enquanto entre os analfabetos e os que não concluíram o 1° grau, o índice de pessimismo chega a 5%.

Entre os gêneros, os otimistas representam 82% dos homens e 83% das mulheres. Já 10% dos pesquisados do sexo masculino acreditam que a situação permanecerá a mesma, contra 8% do sexo feminino. Já 3% dos entrevistados dos dois gêneros não souberam responder.

FolhaPE
 
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