segunda-feira, 29 de abril de 2013

Economia: Multi Saúde só vai operar em 2014

Previsto para ser inaugurado neste mês, o projeto sequer iniciou obras

A Multi Saúde, indústria de medicamentos em implantação no Polo Farmacoquímico de Goiana e prevista para operar neste mês de abril, só terá produção efetiva em 2014. Entraves com liberação de terreno, emissão de licenças e obras de fornecimento de serviços públicos foram determinantes para o atraso ao início da etapa de construção civil, que ainda não começou. Segundo fonte ligada à empresa, trata-se de um efeito cascata que inviabiliza a entrada da produção ao mercado. Para evitar mais lentidão, a Multi Saúde também desistiu de financiar os investimentos de implantação da fábrica e vai retirar de cofres próprios os R$ 5 milhões previstos no projeto inicial. Quando operar, a indústria deve contratar entre 50 e 80 pessoas.

A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) informou que a solicitação de licença ambiental está em análise, inclusive respeitando o prazo de 90 dias para concluir, já que o empreendedor deu entrada há 45 dias. Por meio de assessoria de Imprensa, a CPRH explicou também que outro entrave para a emissão é a exigência de uma declaração da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) em relação ao abastecimento de água do local. Por parte da concessionária, a assessoria garantiu que a declaração com detalhes do abastecimento do polo será enviada hoje.

A Compesa informou, ainda, que o fornecimento da água para o Polo de Fármacos acontecerá por meio de poços artesianos, já perfurados, e de uma adutora. Além desse bloco, de responsabilidade da própria companhia, outra obra será realizada para compor o sistema de abastecimento do local. Está em fase final de elaboração o projeto de construção de um reservatório central e toda a rede de distribuição interna do polo industrial. A licitação deve ser publicada ainda neste semestre e será gerida pela Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (AD Diper).

A Multi Saúde era a esperança de atividades fora da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), estatal do Ministério da Saúde que aplica R$ 670 milhões em uma unidade de produção utilizando o plasma sanguíneo como matéria-prima.

“Tínhamos previsão de estar operando agora e sequer começamos a obra. Além disso, ao iniciar a operação, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) exige um ano para validação do processo produtivo para liberar que o medicamento siga para o mercado. Nossa obra tem previsão de durar de oito a dez meses. Isso vai levar a operação para 2014 e a comercialização para 2015”, queixou-se.

FolhaPE
 
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