sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Manifestação: Ex-funcionários de grupo empresarial protestam em frente à Justiça do Trabalho

Segundo os integrantes da manifestação, judiciário não cumpriu acordo feito após protesto no dia 7 de novembro.

m grupo de ex-funcionários do Grupo Empresarial João Santos realizou um protesto em frente ao prédio da Justiça do Trabalho, no bairro da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife, na manhã desta segunda-feira (20). Segundo a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), agentes e orientadores acompanharam o ato, que aconteceu no sentido subúrbio - cidade e complicou o trânsito.

A CTTU informou que foi acionada às 8h55. O ato foi encerrado às 10h50. Segundo os manifestantes, cerca de 60 pessoas participam do protesto.

De acordo com integrantes da manifestação, o ato foi motivado pelo não cumprimento de um acordo trabalhista com a empresa, já que os ex-funcionários que aderiram ao Programa de Demissão Voluntária (PDV). No dia 7 de novembro, durante um outro protesto, uma comissão foi recebida pela Justiça, mas, segundo os integrantes do ato desta segunda (20), as promessas feitas não foram cumpridas.

"Viemos fazer esse ato porque a juíza nos prometeu que o dinheiro que queremos receber seria dividido entre os ativos e as pessoas do PDV. Em seguida, foi emitido um despacho que não tinha nada a ver com o que foi combinado. Hoje só vamos sair daqui se todos os integrantes do protesto forem recebidos pela Justiça", alega Horede Silva, um dos participantes do ato.

"Também há seis quinzenas atrasadas, que não são pagas pela empresa. Eles estão tendo lucro normalmente, não estão pagando os funcionários, e a Justiça do Trabalho está aceitando isso", critica o ex-funcionário.

De acordo com o diretor de secretaria da 8ª Vara da Justiça do Trabalho, Fernando Mesquita, a decisão do magistrado de pagar apenas os trabalhadores da ativa foi motivada pelos 'altos valores' já pagos ao grupo que aderiu ao PDV. "A juíza responsável pela ação optou pelo pagamento exclusivo aos funcionários da ativa, para quitar verbas mais atrasadas e de menor valor", explica. O pagamento, no entanto, está suspenso devido a uma ação impetrada pelo Ministério Público e só pode ser liberado mediante outra decisão judicial, segundo Mesquita.

O G1 também procurou o Grupo Empresarial João Santos, mas a organização preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

 
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