segunda-feira, 3 de julho de 2017

Pintura: Exposição Mulheres de Tejucupapo - Tributo a Goya é prorrogado

A exposição fica em cartaz até 30 de julho, com entrada gratuita

Quem ainda não conferiu a exposição Mulheres de Tejucupapo – Tributo a Goya, de Tereza Costa Rêgo, ganhou mais um mês para visitar. A mostra segue até o dia 30 de julho em cartaz na Torre Malakoff, que fica na Praça do Arsenal, Bairro do Recife. O acesso é de terça a domingo e celebra os 88 anos da pintora recifense. A entrada é gratuita.

Com abertura realizada em 28 de abril, Mulheres de Tejucupapo – Tributo a Goya atraiu a um público de 3400 visitantes até o momento, incluindo estudantes de 13 instituições de ensino. Para Conceição Santos, coordenadora da Torre Malakoff, “Na exposição, Tereza mostra a sua e a nossa história de resistências, lutas e "empoderamento" às novas gerações, principalmente aos estudantes, através de sua obra. Graças ao número de visitantes e a atenção dada pelas escolas, estendemos o período da exposição para o período das férias”.

Além do painel que dá nome à mostra, o público pode conhecer também objetos utilizados pela artista no seu cotidiano criativo, como pincéis, pintas, palhetas, esboços riscados e papel, entre outros. As cenas de horror eternizadas por Francisco Goya, pintor espanhol do século XVII, inspiram a exposição e também ganham destaque em uma das salas.
REFERÊNCIA HISTÓRICA – Entre as peças, Mulheres de Tejucupapo – Tributo a Goya apresenta um painel de 8m x 2,2m que retrata um episódio da história pernambucana ainda não documentado de forma definitiva. A temática faz referência a uma guerra, ocorrida em meados do século XVII, no vilarejo de Tejucupapo, área tradicional de plantio da mandioca, localizada nas proximidades do atual município de Goiana. Diante da invasão dos holandeses, quatro mulheres do vilarejo lideraram a reação em defesa de seus territórios e suas famílias: Maria Camarão, Maria Quitéria, Maria Clara e Joaquina. Enquanto os poucos homens que ficaram em Tejucupapo enfrentaram os invasores com tiros, as mulheres puseram água para ferver, acrescentando pimenta em tachos e panelas de barro. Escondidas em trincheiras, atacavam com a mistura, jamais esperada pelos soldados. Os olhos dos inimigos eram os principais alvos. Como saldo, mais de 300 cadáveres ficaram espalhados pelo vilarejo, sobretudo de holandeses. No dia 24 de abril de 1646, as mulheres guerreiras do Tejucupapo saíram vitoriosas, pondo um fim à dominação holandesa no Brasil.

SERVIÇO:
Mulheres de Tejucupapo – Tributo a Goya, de Tereza Costa Rêgo
Visitação: Até dia 30 de julho de 2017
Horários:.Terça a Sexta: 10h às 17h, Sábados: 15h às 18h e Domingos: 15h às 19h
Entrada Gratuita

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