quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Vídeo: Secretária da gestão Fred Gadelha envolvida em corrupção se entrega à polícia

Marlize do Carmo Mainardis é acusada de integrar um esquema de fraude de licitação no município que teria movimentado R$ 230 mil, segundo a polícia.

A secretária de Urbanismo, Obras e Patrimônio Arquitetônico de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, se entregou à Polícia Civil no início da tarde desta quarta-feira (28). Um dos alvos da ‘Operação Imothep’, que investiga um esquema de fraude de licitação no município que movimentou mais de R$ 230 mil, Marlize do Carmo Mainardis, de 59 anos, se entregou na 44ª Delegacia de Goiana por volta do meio-dia.

Ainda durante a tarde, a acusada foi levada para a Colônia Penal Feminina do Recife, no Engenho do Meio, na Zona Oeste da capital pernambucana, após o exame de corpo de delito no Hospital Regional Belarmino Côrreia (HRBC), em Goiana.

Contudo, a secretária ao perceber que a imprensa local estava na entrada do HRBC, tentou driblar a equipe do Blog do Anderson Pereira e da Goiana TV, saindo do hospital pela Maternidade, mas nossas fontes nos informaram com antecedência sobre as suas intenções e acompanhamos a saída da Secretária pelo outro lado. A Marlize escondeu o rosto com um casaco e ouviu vários xingamentos de populares revoltados com mais um escândalo de corrupção no município.


O momento em que a secretária saiu do hospital e foi colocada em uma viatura da polícia foi registrado em vídeo pela sempre competente equipe da GoianaTV.
Confira abaixo uma imagem exclusiva do Blog do Anderson Pereira mostrando o rosto abatido da secretária saindo da sala do médico do HRBC, responsável pelo seu exame de corpo de delito.
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Dos cinco mandados de prisão preventiva, apenas um falta ser cumprido: a do engenheiro civil Adjair Costa Leite Júnior, de 33 anos, acusado de participação no esquema criminoso, que continua foragido.

A imprensa pernambucana já tentou entrar em contato com a Prefeitura de Goiana, mas não obteve retorno às ligações.

Também estão presos dois sócios de uma empresa contratada pela secretária, o arquiteto Josielson Roque de Jesus, de 28 anos, e sua cunhada, a professora Maria do Socorro Mesquita Barbosa Veloso, de 46 anos, ambos de Goiana, além da arquiteta Marie Gabrielli Alves de Souza Mendes, de Petrolina, de 36 anos.

Os envolvidos responderão pelos crimes de falsidade ideológica, corrupção passiva, usurpação de função pública, além de violação da Lei de Licitações.

A operação foi deflagrada na terça-feira (27), quando foram cumpridos três mandados de prisão, além de outros sete mandados de busca e apreensão em Goiana e em Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

O ESQUEMA

Em coletiva no Recife nesta quarta, o delegado de Goiana, Thiago Uchôa, explicou que um arquiteto que havia trabalhado e sido exonerado da prefeitura em 2013, foi contratado novamente, em 2015, como pessoa jurídica. Como comissionado, o arquiteto recebia um salário de R$ 1.900 - o valor subiu para R$ 12 mil, quando foi contratado para realizar consultoria em arquitetura em obras no município.

Porém, as atividades, segundo a polícia e funcionários da própria prefeitura, poderiam ser desempenhadas pelos servidores do quadro permanente do órgão. De acordo com o delegado, parte desse valor ia para outros dois suspeitos, uma arquiteta e um engenheiro, e há provas nos autos que a secretária cobrava esse dinheiro através de uma mulher.

Ainda segundo Uchôa, até o processo de contratação da secretária pode ter sido irregular, já que ela tinha vínculo com as prefeituras de Petrolina e Casa Nova, na Bahia, mas o cargo em Goiana exigia dedicação exclusiva.

Também de acordo com o delegado, a secretária abriu a licitação com o valor de R$ 148 mil, para poder convidar apenas três empresas. Mas duas delas não tinham funcionários declarados e, por isso, não tinham capacidade para cumprir as atribuições. Após o contrato de R$ 148 mil, referente à contratação da consultoria, foi inserido um aditivo de R$ 80 mil.

O assessor de Controle Externo do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), Walter Martins, explicou que uma auditoria foi instaurada para apurar a questão do convite para a licitação, que está sendo investigado pela polícia. As obras na feira e a construção de uma praça na cidade, vistoriadas pela mesma empresa, também serão analisadas.

Com informações do G1/Blog do Anderson Pereira




 
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