26 novembro 2016

Goiana: Corregedoria da PM investigará conduta de policial do GATI

Um fato chamou a atenção da população de Goiana desde o último mês de outubro. Uma ação corriqueira do Grupo de Apoio Tático Itinerante (GATI) da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) em uma residência de Goiana terminou com um idoso indo parar no hospital.

Segundo informações, um senhor foi abordado em sua residência por policiais do GATI para ser encaminhado até a delegacia da cidade e prestar depoimento sobre um criminoso. O fato é que, ao chegar nesta residência, aquele senhor, ao se recusar a atender a demanda da PM, foi autuado por desacato. Após este ocorrido, o homem ainda se recusava a ir embora com os policiais. Sendo assim, os policiais indicaram que ele deveria seguir as ordens; o morador passou por um mal-estar súbito e teve que ser encaminhado para o Hospital Belarmino Correia (HBC), região central de Goiana.

O Sargento Silvano Alves era o responsável pelo encaminhamento do senhor. Porém, um vídeo amador circulou no dia posterior ao ocorrido. No vídeo é possível reconhecer o senhor deitado em uma cama de hospital acompanhado de alguns parentes. Nele as pessoas que ali se encontravam emitem frases que repudiam a atitude do Sgt Silvano dizendo que este agiu com má fé e violentou o senhor. Alguns momentos eles falam até em espancamento.

Por se tratar de uma denúncia bastante pertinente, a equipe foi apurar junto ao médico que realizou o atendimento do paciente, bem como juntamente à Polícia Militar de Pernambuco se a denúncia era verídica e se o policial haveria agido violentamente contra o senhor. Pode-se constatar que uma sindicância foi aberta, através da Corregedoria da Polícia Militar, para apurar a conduta do policial Silvano em seu trabalho na cidade e buscar elucidar, de maneira imparcial, os fatos e versões da história.

Não cabe aqui julgar se as atitudes de ambas as partes foram corretas ou coerentes. Mas, nosso compromisso, enquanto veículo de comunicação é com a verdade e os fatos verdadeiros.

O médico Dr. Josemar Júnior, que foi o responsável pelo atendimento no HBC, relatou ao GN, que o senhor, “no momento do atendimento ele não apresentou algum sinal de violência ou espancamento. O senhor encontrava-se com um alto grau de ansiedade com uma crise nervosa e pressão cardíaca elevada. Porém, vale ressaltar, que não encontrei nenhum sinal de violência no paciente. O mesmo foi consultado através dos procedimentos padrões, foi medicado e colocado em repouso”. O depoimento do Dr. Júnior condiz com o que foi repassado para o prontuário médico do paciente confirmando assim, que não houve agressão física por arte do policial.

Fonte: Goiana Notícias
 
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