segunda-feira, 30 de maio de 2016

Polícia: Justiça nega liberdade provisória ao padrasto de Maria Alice Seabra

Gildo Xavier ficará no Presídio de Igarassu por causa da morte da jovem. Uma nova audiência de instrução do caso deve ser realizada em junho.

A quinta audiência de instrução sobre o caso Maria Alice Seabra foi realizada na manhã desta sexta (27), na 1ª Vara Criminal do Fórum de Paulista. Na ocasião, foi ouvida a quarta e útlima testemunha de defesa de Gildo da Silva Xavier, responsável pela morte da enteada. Responsável pelo caso, o juiz José Romero de Aquino também analisou o pedido de liberdade provisória do acusado do crime, mas negou a solicitação. O homem, portanto, permanece preso.

Antes da audiência, familiares da jovem, assassinada aos 19 anos, fizeram um protesto por não aceitarem a possibilidade de a Justiça conceder liberdade provisória ao acusado pelo crime. Vestindo camisas com o rosto de Maria Alice, os parentes da jovem carregavam faixas com pedido de justiça. “O que ele fez foi muito cruel. Ele deve permanecer preso para não colocar em risco a vida de outros inocentes”, reivindica Maria José Arruda, mãe da jovem assassinada.
A primeira das audiências de instrução foi realizada em novembro de 2015, cinco meses após o crime. Na época, quatro testemunhas de acusação foram ouvidas: a mãe e a irmã mais velha de Maria Alice e dois policiais civis que acompanharam as investigações. O padrasto da jovem também foi ouvido. Uma nova audiência deve ser marcada para o próximo dia 8 de junho.

Durante as audiências de instrução, o juiz ouve as testemunhas de acusação e de defesa e analisa as provas do crime. Após a ouvida da última testemunha, marcada para junho, no Recife, o responsável pelo caso decidirá se o crime vai ou não a júri popular.
Relembre o caso
Desaparecida no dia 19 de junho de 2015, Maria Alice de Arruda Seabra foi encontrada morta cinco dias depois num canavial em Itapissuma, no Litoral Norte de Pernambuco. Após se entregar num posto de combustíveis em Goiana, o padrasto da vítima, Gildo da Silva Xavier, indicou para a delegada Gleide Ângelo, responsável pelo caso, o local onde estava o corpo.

Gildo confessou ter estuprado e estrangulado a enteada e decidiu cometer o crime por ter descoberto que a jovem se relacionava com outras pessoas. O homem foi indiciado por sequestro, estupro, assassinato e ocultação de cadáver. Com a decisão desta sexta (27), ele permanece preso no Presídio de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife.

G1

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