quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Impressões: Fiat Toro Volcano, uma picape para quebrar regras

Com visual elegante, suspensão multilink e vocação urbana, a Toro é uma picape com espírito de SUV

A Fiat inventou o nome de um segmento para sua nova picape média, que chega às lojas no final de fevereiro. Segundo a empresa, a Toro é uma SUP, Sport Utility Pick-up, em português: Picape Utilitária Esportiva. Esse expediente consta dos manuais de marketing e tem o objetivo de apresentar a Toro como um produto único, diferenciado. Estratégias à parte, porém, esse nome diz muito sobre a Toro.
De fato, a Toro, que foi desenvolvida a partir da plataforma do SUV Jeep Renegade, reúne características destes dois tipos de veículo: a robustez das picapes e o conforto dos SUVs. No design, a Toro exibe a estrutura clássica de picape, com compartimentos bem definidos para motor, cabine (dupla) e caçamba. Mas seu estilo é elegante. No lugar de para-choques salientes e estribos, ela exibe linhas suaves e superfícies limpas. Segundo a Fiat, a picape usa 30% das peças do Renegade. O pacote inclui parte da plataforma, suspensão dianteira, motores, câmbios, arquitetura elétrica e equipamentos.
Ao volante, a posição de dirigir elevada é algo que se encontra tanto em picapes quanto em SUVs, assim como o espaço interno que acomoda cinco pessoas com conforto. Mas, dinamicamente, a Toro passa longe do comportamento de uma picape.
Sua direção é leve e direta como a de um automóvel, o que faz da Toro um veículo fácil de manobrar. E a suspensão apresenta bom compromisso entre conforto e estabilidade. Ela segura firme a carroceria nas curvas ao mesmo tempo em que é eficiente ao absorver as vibrações em pisos irregulares – funcionamento bem diferente do que ocorre com as picapes médias em geral.
A diferença da Toro em relação às picapes tradicionais começa no chassi. A Fiat usa estrutura monobloco, no qual chassi e carroceria formam uma só peça, enquanto as picapes média têm base de longarinas que sustentam a carroceria. Só isso já é bastante revelador, uma vez que a estrutura monobloco tende a ser mais leve e, apesar disso, mais firme e resistente que o chassi de longarinas (ainda mais no caso da Toro, que conta com 85% de aços de alta resistência, segundo a fábrica). Mas a Toro tem outras particularidades, como a suspensão traseira do tipo multilink, que é mais eficiente que o convencional sistema de eixo de torção.
A Toro tem dimensões maiores que as da recém-lançada Renault Oroch, que por sua vez é maior que uma picape compacta como a Fiat Strada, e menor que uma picape média como a Chevrolet S10. Na distância entre-eixos, que indica quanto espaço é destinado à cabine, considerando Strada, Oroch, Toro e S10, respectivamente, as medidas são as seguintes (em centímetros): 275,3, 282,9, 299,0 e 309,6.
Automática básica
No fundo, a proposta da Fiat foi oferecer um veículo de uso urbano e não uma picape pura, um carro de trabalho. Isso fica claro quando se dirige a Toro. Mas outra prova nesse sentido é a linha de versões que chegam ao mercado. A Toro traz quatro configurações, resultado da combinação de dois padrões de acabamento (Freedom e Volcano), duas motorizações (1.8 flex, de 135/139 cv, e 2.0 diesel, de 170 cv), três opções de câmbio (manual de seis marchas e automáticos de seis e nove marchas) e dois tipos de tração (4x2 e 4x4).

A versão mais simples é a Freedom 1.8 flex automática de seis marchas 4x2, por R$ 76.500. Depois surgem as Freedom 2.0 diesel manuais 4x2 (R$ 93.900) ou 4x4 (R$ 101.900) e a top de linha, Volcano 2.0 diesel automática 4x4 (R$ 116.500), avaliada nesta edição – no futuro, deve ser lançada uma versão básica 1.8 flex manual. Além disso, a Fiat apresentou uma edição especial limitada, chamada Opening Edition (R$ 84.400), baseada na Freedom 1.8 flex automática 4x2, mas com diversos equipamentos e acessórios de série, como tela multimídia, sensores de chuva e crepuscular, câmera de ré e diversos detalhes visuais e de acabamento.

Os preços ficam acima da sua principal concorrente, a Renault Duster Oroch, tabelada em R$ 70.890 em sua versão mais completa, com motor 2.0 flex, tração 4x2 e câmbio manual. Já no andar de cima, a Chevrolet S10 mais acessível (a versão Advantage) sair por R$ 83.150. Entre os veículos a diesel, a principal referência é o próprio Renegade: a versão Sport 2.0 diesel com tração 4x4 e câmbio automático custa R$ 105.990.
QuatroRodas

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