sábado, 11 de julho de 2015

Pernambuco: Polo industrial de Goiana nasce com erros semelhantes aos de Suape

O município já vê parte da mão de obra do polo automotivo migrar para o estado da Paraíba

A importância de Suape para Pernambuco é inegável e faz com que outras regiões do Estado, como o Litoral Norte, atraia as atenções de investidores dos mais diversos setores. Em Goiana, a chegada do Polo Automotivo tem animado a população, mas é preciso que os erros cometidos nas cidades no entorno de Suape não se repitam. A falta de investimentos em infraestrutura e mobilidade já tem trazido consequências negativas para Pernambuco, que vê parte da mão de obra do polo automotivo migrar para o estado da Paraíba. Na quarta e última reportagem da série Suape: do Eldorado à crise, um panorama de como os investimentos em infraestrutura são determinantes para que o progresso signifique melhoria de qualidade de vida para quem mora na região.

No Complexo Industrial e Portuário de Suape, muitos trabalhadores têm deixado a região para voltar pra casa, após serem dispensados das obras da Refinaria Abreu e Lima. É o novo ciclo de mudanças para a mão de obra que se instalou no entorno nos últimos 10 anos. A crise provocou estragos na região e vai ser preciso construir uma rota alternativa.

O governo já anunciou que os investimentos em Pernambuco vão cair para menos da metade em 2015, ficando em torno de R$ 1,5 bilhão. Os economistas consideram, no entanto, que a chamada locomotiva do desenvolvimento econômico do Estado vai manter sua importância, independente da crise na indústria petrolífera. O porto continua sendo o principal atrativo para fazer de Suape um polo exportador. No primeiro trimestre deste ano, a movimentação de cargas chegou ao recorde de cinco milhões de toneladas. Marca 32% maior que o total registrado no mesmo período de 2014.

Mesmo estando a quase 100 quilômetros do Porto de Suape, a fábrica da Jeep, no município de Goiana, é o novo destino de investimentos voltados para a indústria automobilística. Além da fábrica, 16 empresas fornecedoras de produtos se instalaram no local, dentro de um parque industrial que ocupa 1.100 hectares. A capacidade de produção da montadora é de 250 mil veículos por ano e dez mil empregos diretos e indiretos estão sendo gerados.

Com isso, a região do entorno do Polo Automotivo passa por mudanças. Em Goiana, o mercado imobiliário abre novos caminhos e comerciantes ampliam os negócios de olho na demanda.

O município espera uma arrecadação de mais de R$ 100 milhões, em 2020. Pelo menos, outras cinco cidades estão sendo beneficiadas diretamente pelo polo. Mas elas têm um desafio enorme, que é transformar o progresso em melhoria de vida para a população. 
TVJornal

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