quarta-feira, 4 de março de 2015

Meio Ambiente: Pernambuco terá parque marinho. Projeto inclui a cidade de Goiana

Orçado em R$ 2 mi, projeto será lançado próxima semana. Ação começará em São José da Coroa Grande, Litoral Sul, e seguirá até Goiana, última cidade para o Norte.

Um parque marinho no Litoral Pernambuco. A iniciativa foi anunciada na sexta (27) pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco e vai beneficiar quatro áreas entre as cidades de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul, a Goiana, no Litoral Norte. Orçado em R$ 2 milhões, o projeto, que reúne ações para preservação de unidades ambientais, incluindo áreas de naufrágios utilizadas na prática de mergulho, terá o edital de licitação divulgado na próxima semana. Os recursos serão provenientes do fundo estadual de compensação ambiental.

As intervenções serão divididas em três etapas: o diagnóstico, que compreende o levantamento de todo o espaço físico, a definição de uma proposta técnica e a criação de novas unidades de preservação ou redefinições das atuais. Se tudo ocorrer dentro do prazo previsto, as organizações deverão ser conhecidas em meados de junho. Em seguida, serão iniciadas as pesquisas.

“Queremos criar uma área protegida no litoral para evitar situações de desequilíbrio ambiental. Dividimos em quatro regiões que precisam de maior proteção”, esclareceu o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, Sérgio Xavier. Segundo o gestor, as pesquisas serão de incentivo à preservação marinha.

O primeiro trecho vai de São José, na divisa com Alagoas, até Sirinhaém. O segundo, de Sirinhaém até Jaboatão, seguido do terceiro, de Jaboatão a Paulista. O último segue até Goiana, última cidade do Litoral Norte. O parque marinho também deverá orientar a questão do turismo, identificando e definindo critérios para a exploração dos espaços, como o número de pessoas por período.

Dois Irmãos
As obras do hospital veterinário, da quarentena e da sede administrativa do Parque de Dois Irmãos, no Recife, deverão começar no segundo semestre. Outras etapas, porém, ainda estão sem previsão para serem iniciadas, já que apenas parte dos R$ 50 milhões (custo total da reforma) está assegurada. Atualmente está em fase de elaboração o projeto dos confinamentos dos animais. A secretaria busca a iniciativa privada para construir os espaços. Em contrapartida, as empresas poderiam explorar os recintos com publicidades. “O projeto dos recintos estão senso desenvolvidos no perfil de bio-parque, com ambientes mais espaçosos e com barreiras que não demostrem que os animais estão presos”, disse Sérgio Xavier.

Segundo o secretário, ainda não está definido se o parque será fechado totalmente quando as obras forem iniciadas. “Sabemos que o parque recebe mais de 20 mil pessoas e é um patrimônio da cidade, além disso mais de 50 famílias vivem da sua estrutura”, afirmou. Sobre as espécies, a pasta já está em contato com outros zoológicos para a transferência de alguns, principalmente os mais antigos. Outros deverão ser realocados nos recintos existentes.

FolhaPE

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