sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Qualidade: Polo automotivo causa "dor de cabeça" a Pernambuco

O polo automotivo de Pernambuco está preocupando o governo de Pernambuco e principalmente a Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe). A fábrica da montadora Jeep está em pré-operação em Goiana e a qualidade das empresas sistemistas não pode ficar aquém da necessidade da planta principal. De acordo com o presidente da Fiepe, Jorge Côrte Real, em 2015, mais atenções serão feitas para capacitar esses fornecedores, com seminários, palestras, cursos para que o empresariado absorva que precisa oferecer qualidade.

“Foi o que aconteceu com a Refinaria Abreu e Lima e com o polo Petroquímico. A cadeia do polo metalmecânico não atendia a necessidade da Petrobras e perdemos mercado, houve atropelos, a empresa contratou de fornecedores externos, vários produtos foram devolvidos. E não podemos repetir o erro com a Jeep. Produzir com qualidade deve ser essencial e prioridade”, destacou o presidente, em evento de balanço do setor nesta quinta-feira (11).

Ricardo Essinger, vice-presidente da Fiepe, destaca o polo têxtil do estado como outro exemplo de perda de mercado por não atender requisitos de qualidade. “As peças produzidas em cidades como Toritama e Santa Cruz do Capibaribe, por exemplo, não conseguem entrar no mercado externo porque é de baixa qualidade. É preciso entender que é necessário investir em melhorar o produto que comercializa”, explicou.

Questionado sobre a falta de orçamento dos empresários do setor para investir em melhorias de produção para ter o produto final em melhores condições de venda, Essinger garantiu que o retorno é positivo. “Investir em qualidade possibilita reduzir custos de produção porque diminui perdas. Consegue-se fabricar com níveis baixos de resíduos, o que é muito bom”, justificou.

Outro entrave do polo automotivo é obra do Arco Metropolitano, que reduz consideravelmente o volume de escoamento de produção. “O projeto viário é essencial. Sem ele, apenas um caminhão cegonha poderá sair diariamente de Goiana com destino ao porto de Suape. Três caminhões sairão por dia quando a estrada for realidade”, destacou o vice-presidente da Fiepe, Ricardo Essinger. A obra do Arco ainda não foi licitada.

DiariodePernambuco

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